http://saude.sapo.pt/saude-medicina/medicacao-doencas/doencas/anemia-2.html
Anemia
Os cuidados alimentares que previnem esta doença que afecta os níveis de hemoglobina
Trata-se de uma doença em que a hemoglobina (pigmento que dá cor aos glóbulos vermelhos e tem a função de transportar o oxigénio dos pulmões para os tecidos) apresenta valores inferiores ao normal.
A falta de ferro é uma das principais causas da anemia. O corpo absorve um a dois mg de ferro diariamente através dos alimentos, quantidade equivalente à que o corpo perde normalmente por dia.
Se a alimentação for deficitária em ferro, a longo prazo, poderá levar a estados de anemia.
Sintomas
Pode causar fadiga, dificuldades respiratórias e incapacidade de fazer exercício. Também causa inflamações na língua, cortes nas comissuras da boca e deformações nas unhas.
Tratamento
Os suplementos de ferro são usados para melhorar a anemia mas demoram entre três a seis semanas até fazerem efeito. Devem-se fazer análises periódicas ao sangue.
Como prevenir
Há muitos alimentos que contêm ferro, sendo que a carne é uma das maiores fontes. Existem, no entanto, outros:
- O farelo, o fosfato e os anti-ácidos diminuem a absorção de ferro.
- A vitamina C (ácido ascórbico) presente em muitas frutas (nos citrinos e nos morangos, por exemplo) ajuda a aumentar a absorção de ferro durante a digestão.
- As grávidas precisam de uma quantidade maior de ferro durante o período de gestação, uma vez que o feto consome grandes quantidades deste mineral.
A responsabilidade editorial desta informação é da revista "Prevenir"
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Dieta do Morango
http://saude.sapo.pt/peso-nutricao/dietas/lista-dietas-A-Z/morango-dieta-do.html
Morango (Dieta do)
Uma forma muito deliciosa de perder peso
Se reservar dois dias por semana para se deliciar com morangos, conseguirá perder entre dois e quatro quilos por mês. Atreve-se a comer de forma saudável?
Decidimos fazer do morango um aliado da nossa silhueta e aproveitámos as suas propriedades dietéticas propondo-lhe sugestões de ementas para dois dias por semana que ajudam a emagrecer rapidamente e, para além disso, mantêm o organismo muito saudável.
No resto da semana, deve optar por um regime alimentar ligeiro mas nutricionalmente equilibrado, isto é, composto por todos os grupos alimentares: hidratos de carbono (60 a 65%), gorduras (20 a 25%) e proteínas (10 a 15%). Os dois dias desta dieta (dias depurativos e diuréticos) não devem ser seguidos mas sim intercalados.
Aescolha do morango assenta no facto de ser uma fruta com grande quantidade de vitamina C, de acção antioxidante. Para além disso, contém fibra, que ajuda a melhorar o trânsito intestinal e «arrasta» consigo compostos como o colesterol ou os ácidos biliares. Asua elevada concentração de potássio, converte-o ainda num excelente diurético, que ajuda a eliminar toxinas.
Energia e bom ânimo
Como não elimina nenhum grupo alimentar, designadamente os hidratos de carbono, esta dieta não produz fadiga. É energética e, ao combinar alimentos dos diferentes grupos alimentares, não produz nenhuma carência nutricional.
As pessoas com tensão arterial baixa não devem prolongar esta dieta para além de um mês, pelo seu efeito diurético, ao passo que, em contrapartida, as pessoas com hipertensão até têm vantagens em segui-la durante mais tempo.
Para além disso, esta dieta está especialmente indicada para pessoas com tendência à anemia, pela sua riqueza em vitaminas, que favorecem a absorção do ferro, assim como para quem padece de stress.
Benefícios do morango
Serve para desintoxicar o organismo e revitalizar, fazendo frente ao cansaço e ao nervosismo.
Protege-nos contra doenças como o cancro, pela sua fibra e capacidade de reforçar as defesas e previne o enfarte.
Além disso, fortalece o metabolismo, estimula o crescimento de novas células, permite eliminar líquidos e fortalecer os ossos, os dentes, o cabelo e a pele. Também aumenta o desejo sexual e favorece a depuração das vias renais e urinárias.
Regras para escolher morangos
Os morangos são frutos delicados. Escolha apenas os que têm uma cor intensa, sem manchas escuras, zonas moles nem mofo. Opte pelos mais firmes.
Os morangos não amadurecem depois de colhidos.Compre-os maduros e consuma-os nos dias seguintes.
Se os colocar no frigorífico, não os sobreponha. Assim conservam-se cinco dias. Antes de os usar, lave-os bem mas durante pouco tempo e com água fria. Depois elimine as folhas.
Vitaminas sem calorias
Pobres em hidratos de carbono, fornecem poucas calorias. Além disso, têm vitamina C, um poderoso antioxidante, que ajuda a prevenir gripes, aumenta as defesas do organismo e facilita a cicatrização de feridas.
Cotém também minerais, nomeadamente ferro, potássio, sódio e cloro. O potássio e o sódio participam no bom funcionamento dos nervos e músculos e possuem taninos anti-inflamatórios, ácido fólico e muita fibra.
Opção 1
Opção 2
Texto: Joana Martinho com Marisa Costa (dietista)
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista "Prevenir"
Morango (Dieta do)
Uma forma muito deliciosa de perder peso
Se reservar dois dias por semana para se deliciar com morangos, conseguirá perder entre dois e quatro quilos por mês. Atreve-se a comer de forma saudável?
Decidimos fazer do morango um aliado da nossa silhueta e aproveitámos as suas propriedades dietéticas propondo-lhe sugestões de ementas para dois dias por semana que ajudam a emagrecer rapidamente e, para além disso, mantêm o organismo muito saudável.
No resto da semana, deve optar por um regime alimentar ligeiro mas nutricionalmente equilibrado, isto é, composto por todos os grupos alimentares: hidratos de carbono (60 a 65%), gorduras (20 a 25%) e proteínas (10 a 15%). Os dois dias desta dieta (dias depurativos e diuréticos) não devem ser seguidos mas sim intercalados.
Aescolha do morango assenta no facto de ser uma fruta com grande quantidade de vitamina C, de acção antioxidante. Para além disso, contém fibra, que ajuda a melhorar o trânsito intestinal e «arrasta» consigo compostos como o colesterol ou os ácidos biliares. Asua elevada concentração de potássio, converte-o ainda num excelente diurético, que ajuda a eliminar toxinas.
Energia e bom ânimo
Como não elimina nenhum grupo alimentar, designadamente os hidratos de carbono, esta dieta não produz fadiga. É energética e, ao combinar alimentos dos diferentes grupos alimentares, não produz nenhuma carência nutricional.
As pessoas com tensão arterial baixa não devem prolongar esta dieta para além de um mês, pelo seu efeito diurético, ao passo que, em contrapartida, as pessoas com hipertensão até têm vantagens em segui-la durante mais tempo.
Para além disso, esta dieta está especialmente indicada para pessoas com tendência à anemia, pela sua riqueza em vitaminas, que favorecem a absorção do ferro, assim como para quem padece de stress.
Benefícios do morango
Serve para desintoxicar o organismo e revitalizar, fazendo frente ao cansaço e ao nervosismo.
Protege-nos contra doenças como o cancro, pela sua fibra e capacidade de reforçar as defesas e previne o enfarte.
Além disso, fortalece o metabolismo, estimula o crescimento de novas células, permite eliminar líquidos e fortalecer os ossos, os dentes, o cabelo e a pele. Também aumenta o desejo sexual e favorece a depuração das vias renais e urinárias.
Regras para escolher morangos
Os morangos são frutos delicados. Escolha apenas os que têm uma cor intensa, sem manchas escuras, zonas moles nem mofo. Opte pelos mais firmes.
Os morangos não amadurecem depois de colhidos.Compre-os maduros e consuma-os nos dias seguintes.
Se os colocar no frigorífico, não os sobreponha. Assim conservam-se cinco dias. Antes de os usar, lave-os bem mas durante pouco tempo e com água fria. Depois elimine as folhas.
Vitaminas sem calorias
Pobres em hidratos de carbono, fornecem poucas calorias. Além disso, têm vitamina C, um poderoso antioxidante, que ajuda a prevenir gripes, aumenta as defesas do organismo e facilita a cicatrização de feridas.
Cotém também minerais, nomeadamente ferro, potássio, sódio e cloro. O potássio e o sódio participam no bom funcionamento dos nervos e músculos e possuem taninos anti-inflamatórios, ácido fólico e muita fibra.
Opção 1
- Segunda-feira
- Pequeno-almoço: 1 copo de sumo de laranja recém-espremida + 1 copo de leite magro ou de soja com quatro colheres de sopa de cereais.
- Meio da manhã: 5 morangos + 3 bolachas Maria ou torrada.
- Almoço: Sopa de legumes + 1 bife de frango grelhado + salada multicor preparada com espinafres frescos e crus, cogumelos crus cortados em lâminas finas e queijo fresco ou mozzarella, temperada com uma colher de sopa de azeite e sal + 5 morangos.
- Lanche: 1 iogurte com pedaços de morangos ou 1 batido de morangos com leite magro + ½ pão de mistura com queijo fresco.
- Jantar: Sopa de legumes + dourada grelhada com verduras (beringela, courgette, pimento...) e 2 batatas pequenas cozidas com um fio de azeite e sal + 5 morangos.
- Ceia: 1 batido de morango (leite magro) + 2 bolachas Maria ou torrada.
- Sábado
- Pequeno-almoço: 1 copo de sumo de laranja recém-espremida + 1 copo de leite magro ou de soja com quatro colheres de cereais.
- Meio da Manhã: 5 morangos + 3 bolachas Maria ou torrada.
- Almoço: Sopa de legumes + 1 bife de frango grelhado + salada multicor preparada com espinafres frescos e crus, cogumelos crus cortados em lâminas finas e queijo fresco ou mozzarella, temperada com uma colher de sopa de azeite e sal + 5 morangos.
- Lanche: 10 morangos + 2 nozes e 1 colher de mel + 1 iogurte natural + 2 colheres (de sopa) de cereais.
- Jantar: 1 caldo depurativo de verduras com cebola, aipo e sumo de limão, sem sal (pode beber este caldo ao longo do dia em vez de água) + dourada com batatas assadas no forno com alho e azeite + 5 morangos.
- Ceia: 1 batido de morango (leite magro) + 2 bolachas Maria.
Opção 2
- Terça-feira
- Pequeno-almoço: 1 copo de sumo de laranja recém-espremida + 1 copo de leite magro ou de soja com quatro colheres de cereais.
- Meio da manhã: 5 morangos + 2 tostas.
- Almoço: Sopa de legumes + dourada grelhada com verduras (beringela, courgette, pimento...) e 2 batatas pequenas cozidas com um fio de azeite e sal + 5 morangos.
- Lanche: 1 iogurte com pedaços de morangos ou 1 batido de morangos com leite magro + ½ pão com requeijão.
- Jantar: 1 caldo de verduras sem sal com arroz integral + 1 salada com 1 tomate, 1/2 cenoura, 2 colheres de milho, folhas de agrião e couve lombarda, 4 azeitonas, 1 colher de sopa de azeite.
- Ceia: 1 batido de morango (leite magro) + 2 bolachas Maria ou torrada.
- Sexta-feira
- Pequeno-almoço 1 copo de sumo de laranja recém-espremida + 1 copo de leite magro ou de soja com quatro colheres de cereais + 5 morangos.
- Meio da manhã: 5 morangos + 2 tostas.
- Almoço: Sopa de legumes + 1 bife de frango grelhado + Salada multicor preparada com espinafres frescos e crus, cogumelos crus cortados em lâminas finas e queijo fresco ou mozzarella, temperada com uma colher de sopa de azeite e sal + 5 morangos.
- Lanche: 10 morangos + 2 nozes e 1 colher de mel + 3 bolachas torradas.
- Jantar: 1 caldo depurativo de verduras com cebola, aipo e sumo de limão, sem sal (pode beber este caldo durante todo o dia em vez de água) + dourada com batatas assadas no forno com alho, salsa e azeite + 5 morangos.
- Ceia: 1 batido de morango (leite magro) + 2 bolachas Maria ou torrada.
Texto: Joana Martinho com Marisa Costa (dietista)
A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista "Prevenir"
Pão com... arte!
Pão com... arte!
Armindo começou a fazer passarinhos com pão por brincadeira!
http://sic.sapo.pt/911606
http://arteemmassadepao.blogspot.com/
Armindo começou a fazer passarinhos com pão por brincadeira!
http://sic.sapo.pt/911606
http://arteemmassadepao.blogspot.com/
Melhore a visão sem óculos nem lentes: Esclareça todas as suas dúvidas sobre as operações a laser
http://saude.sapo.pt/saude-medicina/medicacao-doencas/artigos-gerais/melhore-a-visao-sem-oculos-nem-lentes.html
Melhore a visão sem óculos nem lentes
Esclareça todas as suas dúvidas sobre as operações a laser
São poucas as pessoas que escapam aos problemas de visão.
Com maior ou menor gravidade, «afetam praticamente toda a gente depois dos 45 anos» e, para muitos, a cirurgia ocular é a melhor resposta.
Não há quem não tenha ouvido falar das operações a laser mas estará mesmo esclarecida sobre a matéria? Antes de responder, leia este artigo até ao fim.
Sabia que todos os anos são feitas 15 mil cirurgias refrativas em Portugal? Não lhe diz nada? São operações para tratamento de vícios de refração como miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Segundo o oftalmologista Francisco Loureiro, deste número, 2500 correspondem a implantações de lentes intraoculares e 12500 a cirurgias com laser. Está desfeita a primeira dúvida. As cirurgias oculares não são todas iguais, nem se resumem ao laser.
A quem se destinam
Quem usa óculos ou lentes sabe bem a dependência e o desconforto que estes podem causar. São raras as pessoas com vícios de refração que não pensam em livrar-se destes auxiliares de visão para sempre. Mas será que todas podem ser operadas?
«Estão em condições de serem operadas as pessoas com graduação estabilizada e que não tenham patologias oculares graves, como cataratas, glaucoma ou retinopatia», responde o coordenador do grupo de cirurgia implantorefrativa da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, sublinhando que isto não se aplica a outros problemas de visão. Normalmente, a iniciativa para a operação é do doente, até porque os motivos estéticos encabeçam a lista de razões que leva as pessoas a procurar esta saída. Mas não é a única. «Se houver problemas com os óculos ou lentes de contacto,o médico pode sugerir a cirurgia», explica Francisco Loureiro.
Em que casos
Estas operações são efetuadas, por norma, na faixa etária que vai dos 25 aos 40 anos. «Antes dos 25 anos a graduação não é estável, e depois dos 45 não resolve todos os problemas, que começam a existir, nomeadamente os de acomodação para perto», justifica o oftalmologista, garantindo que após esta barreira etária «praticamente toda a gente é afetada por problemas de visão». «A cirurgia é recomendada quando o erro refrativo está estabilizado, o doente mostra vontade de ser operado e a avaliação oftalmológica o permite», acrescenta.
Que técnicas existem?
Ainda que as operações para tratar os vícios de refração sejam semelhantes, há técnicas diferentes.
«Utiliza-se laser para baixas miopias (até cerca de 6 dioptrias, podendo a avaliação oftalmológica colocar limites mais baixos) e, acima desses valores, lentes intraoculares», resume Francisco Loureiro.
Mas as especificidades não ficam por aqui.
«No laser existem as técnicas de superfície e as de profundidade», assume o responsável, acrescentando que «relativamente às lentes há três tipos», aplicadas consoante os casos.
Como se escolhe?
O especialista refere que apesar do tema suscitar muitas dúvidas, os doentes dispõem de cada vez mais informação. Ainda assim, há decisões que pertencem ao médico. «A técnica é escolhida mediante o tipo de graduação mas há outros fatores a ter em conta.
«O laser retira tecido à córnea, portanto, se a córnea for muito fina, por exemplo, esta técnica é desaconselhada, devendo optar-se pelas lentes intraoculares. Por outro lado, para colocar uma lente é necessário que o olho tenha espaço e uma contagem de células endoteliais elevada, caso tal não se verifique a lente pode ser igualmente desaconselhada».
Os riscos
Como qualquer ato cirúrgico, este procedimento também tem riscos. No caso do laser, para além da fragilização, «a córnea pode sofrer deformações no pós-operatório».
Para além disso, «pode também ocorrer uma opacificação do eixo visual e descentramento».
Já quando se tratam de lentes intraoculares, os riscos variam com o tipo de lente.
Há, consoante as situações, perigos relacionados com a possibilidade de a lente tocar na córnea e esta perder transparência, causar hipertensão ocular no pós-operatório, catarata traumática e, muito raramente, casos de infeção. Apesar de os riscos serem uma grande preocupação, poucos doentes desistem da cirurgia. «A vontade de fazer a operação é grande e, geralmente, ultrapassa o medo», confidencia o especialista.
Há também os casos de quem não está ciente dos perigos. «A imagem que a comunicação social passa destas operações é tão positiva, que alguns doentes pensam que não existem riscos», aponta.
Quanto custa?
Nos casos em que o fator económico é decisivo, é importante esclarecer que estas cirurgias podem ser feitas através do Serviço Nacional de Saúde com um baixo custo. «Operações a laser são feitas no Instituto Gama Pinto, em Lisboa, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, no Hospital de Tomar e no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia», indica Francisco Loureiro, referindo que a «operação com lentes intraoculares está disponível em todos os hospitais com serviço de Oftalmologia».
No caso de operações no regime privado, «as operações com laser custam cerca de 1000 a 1500 por olho», revela. «O custo da colocação de lentes pode chegar ao dobro do laser pela necessidade de bloco operatório, pelo custo elevado das lentes», acrescenta ainda o especialista.
A recuperação
No que toca à recuperação também é variável. «O laser de superfície (PRK) tem um período de recuperação de cerca de um mês, já o LASIK, laser de profundidade, tem uma recuperação mais rápida e, no dia a seguir à operação, o doente já vê a cerca de 80% e, ao final de oito semanas, a graduação estabiliza», prevê. Na cirurgia de colocação de lentes intraoculares, a recuperação é quase imediata. «Em dois/três dias a visão estabiliza», garante.
Como fazer?
Se acredita que está na altura de se despedir dos óculos e das lentes de contacto, só tem uma coisa a fazer. «Deve procurar o seu oftalmologista e fazer exames oftalmológicos completos, discutindo com o médico a melhor solução», aconselha o especialista.
«Há casos em que não é possível fazer cirurgias refrativas», alerta. «Há 20 anos que este procedimento é feito em Portugal, existindo atualmente técnicas novas, mais fáceis de aplicar e com menos riscos», tranquiliza.
Qual a melhor técnica?
1. Lentes de suporte angular: são colocadas na câmara anterior no ângulo entre a córnea e a íris.
2. Lentes de suspensão iridiana: são enclavadas na íris;
3. Lentes de câmara posterior: são colocadas entre a íris e o cristalino. Podem corrigir entre 2/3 até 24/25 dioptrias negativas de miopia e, no caso da hipermetropia, até 10 dioptrias positivas, mas é preciso que exista espaço para as colocar, pois as pessoas com hipermetropia têm os olhos mais pequenos que as míopes. Nas graduações superiores utiliza-se uma técnica mista de laser mais lentes intraoculares.
Qual o seu problema de visão?
A miopia e a hipermetropia são problemas relacionados com a desproporcionalidade do comprimento axial e curvatura da superfície do globo ocular, causando um problema na formação da imagem sobre a retina. No caso da miopia, o comprimento do olho é maior que o normal, ou a curvatura da córnea muito acentuada, o que faz com que a imagem seja formada antes de chegar à retina, dificultando a focalização de objetos distantes. Na hipermetropia, ocorre o inverso, gerando dificuldade para focalizar sobretudo para perto. O astigmatismo está relacionado com irregularidades da superfície córnea, o que impede a focalização de todos os raios luminosos no mesmo plano, distorcendo a imagem.
Texto: Sandra Cardoso com Francisco Loureiro (coordenador do grupo de cirurgia implanto-refrativa da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia)
A responsabilidade editorial desta informação é da revista "Prevenir"
Melhore a visão sem óculos nem lentes
Esclareça todas as suas dúvidas sobre as operações a laser
São poucas as pessoas que escapam aos problemas de visão.
Com maior ou menor gravidade, «afetam praticamente toda a gente depois dos 45 anos» e, para muitos, a cirurgia ocular é a melhor resposta.
Não há quem não tenha ouvido falar das operações a laser mas estará mesmo esclarecida sobre a matéria? Antes de responder, leia este artigo até ao fim.
Sabia que todos os anos são feitas 15 mil cirurgias refrativas em Portugal? Não lhe diz nada? São operações para tratamento de vícios de refração como miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Segundo o oftalmologista Francisco Loureiro, deste número, 2500 correspondem a implantações de lentes intraoculares e 12500 a cirurgias com laser. Está desfeita a primeira dúvida. As cirurgias oculares não são todas iguais, nem se resumem ao laser.
A quem se destinam
Quem usa óculos ou lentes sabe bem a dependência e o desconforto que estes podem causar. São raras as pessoas com vícios de refração que não pensam em livrar-se destes auxiliares de visão para sempre. Mas será que todas podem ser operadas?
«Estão em condições de serem operadas as pessoas com graduação estabilizada e que não tenham patologias oculares graves, como cataratas, glaucoma ou retinopatia», responde o coordenador do grupo de cirurgia implantorefrativa da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, sublinhando que isto não se aplica a outros problemas de visão. Normalmente, a iniciativa para a operação é do doente, até porque os motivos estéticos encabeçam a lista de razões que leva as pessoas a procurar esta saída. Mas não é a única. «Se houver problemas com os óculos ou lentes de contacto,o médico pode sugerir a cirurgia», explica Francisco Loureiro.
Em que casos
Estas operações são efetuadas, por norma, na faixa etária que vai dos 25 aos 40 anos. «Antes dos 25 anos a graduação não é estável, e depois dos 45 não resolve todos os problemas, que começam a existir, nomeadamente os de acomodação para perto», justifica o oftalmologista, garantindo que após esta barreira etária «praticamente toda a gente é afetada por problemas de visão». «A cirurgia é recomendada quando o erro refrativo está estabilizado, o doente mostra vontade de ser operado e a avaliação oftalmológica o permite», acrescenta.
Que técnicas existem?
Ainda que as operações para tratar os vícios de refração sejam semelhantes, há técnicas diferentes.
«Utiliza-se laser para baixas miopias (até cerca de 6 dioptrias, podendo a avaliação oftalmológica colocar limites mais baixos) e, acima desses valores, lentes intraoculares», resume Francisco Loureiro.
Mas as especificidades não ficam por aqui.
«No laser existem as técnicas de superfície e as de profundidade», assume o responsável, acrescentando que «relativamente às lentes há três tipos», aplicadas consoante os casos.
Como se escolhe?
O especialista refere que apesar do tema suscitar muitas dúvidas, os doentes dispõem de cada vez mais informação. Ainda assim, há decisões que pertencem ao médico. «A técnica é escolhida mediante o tipo de graduação mas há outros fatores a ter em conta.
«O laser retira tecido à córnea, portanto, se a córnea for muito fina, por exemplo, esta técnica é desaconselhada, devendo optar-se pelas lentes intraoculares. Por outro lado, para colocar uma lente é necessário que o olho tenha espaço e uma contagem de células endoteliais elevada, caso tal não se verifique a lente pode ser igualmente desaconselhada».
Os riscos
Como qualquer ato cirúrgico, este procedimento também tem riscos. No caso do laser, para além da fragilização, «a córnea pode sofrer deformações no pós-operatório».
Para além disso, «pode também ocorrer uma opacificação do eixo visual e descentramento».
Já quando se tratam de lentes intraoculares, os riscos variam com o tipo de lente.
Há, consoante as situações, perigos relacionados com a possibilidade de a lente tocar na córnea e esta perder transparência, causar hipertensão ocular no pós-operatório, catarata traumática e, muito raramente, casos de infeção. Apesar de os riscos serem uma grande preocupação, poucos doentes desistem da cirurgia. «A vontade de fazer a operação é grande e, geralmente, ultrapassa o medo», confidencia o especialista.
Há também os casos de quem não está ciente dos perigos. «A imagem que a comunicação social passa destas operações é tão positiva, que alguns doentes pensam que não existem riscos», aponta.
Quanto custa?
Nos casos em que o fator económico é decisivo, é importante esclarecer que estas cirurgias podem ser feitas através do Serviço Nacional de Saúde com um baixo custo. «Operações a laser são feitas no Instituto Gama Pinto, em Lisboa, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, no Hospital de Tomar e no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia», indica Francisco Loureiro, referindo que a «operação com lentes intraoculares está disponível em todos os hospitais com serviço de Oftalmologia».
No caso de operações no regime privado, «as operações com laser custam cerca de 1000 a 1500 por olho», revela. «O custo da colocação de lentes pode chegar ao dobro do laser pela necessidade de bloco operatório, pelo custo elevado das lentes», acrescenta ainda o especialista.
A recuperação
No que toca à recuperação também é variável. «O laser de superfície (PRK) tem um período de recuperação de cerca de um mês, já o LASIK, laser de profundidade, tem uma recuperação mais rápida e, no dia a seguir à operação, o doente já vê a cerca de 80% e, ao final de oito semanas, a graduação estabiliza», prevê. Na cirurgia de colocação de lentes intraoculares, a recuperação é quase imediata. «Em dois/três dias a visão estabiliza», garante.
Como fazer?
Se acredita que está na altura de se despedir dos óculos e das lentes de contacto, só tem uma coisa a fazer. «Deve procurar o seu oftalmologista e fazer exames oftalmológicos completos, discutindo com o médico a melhor solução», aconselha o especialista.
«Há casos em que não é possível fazer cirurgias refrativas», alerta. «Há 20 anos que este procedimento é feito em Portugal, existindo atualmente técnicas novas, mais fáceis de aplicar e com menos riscos», tranquiliza.
Qual a melhor técnica?
- Laser: Utiliza-se sobretudo para tratar baixas miopias (até cerca de 6 dioptrias). Pode recorrer a técnicas de superfície e de profundidade, a nível do estroma da córnea.
- Lentes intraoculares
1. Lentes de suporte angular: são colocadas na câmara anterior no ângulo entre a córnea e a íris.
2. Lentes de suspensão iridiana: são enclavadas na íris;
3. Lentes de câmara posterior: são colocadas entre a íris e o cristalino. Podem corrigir entre 2/3 até 24/25 dioptrias negativas de miopia e, no caso da hipermetropia, até 10 dioptrias positivas, mas é preciso que exista espaço para as colocar, pois as pessoas com hipermetropia têm os olhos mais pequenos que as míopes. Nas graduações superiores utiliza-se uma técnica mista de laser mais lentes intraoculares.
Qual o seu problema de visão?
A miopia e a hipermetropia são problemas relacionados com a desproporcionalidade do comprimento axial e curvatura da superfície do globo ocular, causando um problema na formação da imagem sobre a retina. No caso da miopia, o comprimento do olho é maior que o normal, ou a curvatura da córnea muito acentuada, o que faz com que a imagem seja formada antes de chegar à retina, dificultando a focalização de objetos distantes. Na hipermetropia, ocorre o inverso, gerando dificuldade para focalizar sobretudo para perto. O astigmatismo está relacionado com irregularidades da superfície córnea, o que impede a focalização de todos os raios luminosos no mesmo plano, distorcendo a imagem.
Texto: Sandra Cardoso com Francisco Loureiro (coordenador do grupo de cirurgia implanto-refrativa da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia)
A responsabilidade editorial desta informação é da revista "Prevenir"
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Cancro da mama: Tratamentos disponíveis
Cancro da mama: Tratamentos disponíveis
As mulheres com cancro da mama têm várias opções de tratamento. Estes tratamentos incluem cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapêutica hormonal e terapêuticas dirigidas.
Na maioria dos casos, o factor mais importante, na escolha do tratamento, é o estadio da doença.
Muitas mulheres recebem mais do que um tipo de tratamento. Adicionalmente, em qualquer estadio da doença podem ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do cancro, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos.
O tratamento para o cancro pode ser local ou sistémico:
- Tratamento local: a cirurgia e a radioterapia são tratamentos locais: removem ou "destroem" as células do cancro na mama. Se o cancro da mama tiver metastizado para outras partes do corpo, a terapêutica local pode ser usada apenas para controlar a doença, nessa área específica, mas em mais nenhum local.
- Tratamento sistémico: quimioterapia, terapêutica hormonal e terapêuticas dirigidas, também chamadas terapêuticas alvo (nos quais se incluem os anticorpos monoclonais, ou terapêuticas com pequenas moléculas); estes tratamentos "entram" na corrente sanguínea e "destroem" ou controlam o cancro, em todo o corpo. Algumas mulheres com cancro da mama podem, ainda, receber terapêutica sistémica para diminuir o tamanho do tumor, antes da cirurgia ou da radioterapia, para que a intervenção seja menos extensa - tratamento neo-adjuvante. Outras, recebem terapêutica sistémica após a cirurgia e/ou radioterapia, para prevenir que alguma célula cancerígena tenha permanecido e seja responsável pelo retorno do cancro. Os tratamentos sistémicos também são usados no cancro metastizado.
A maioria das mulheres quer saber de que forma o tratamento poderá alterar as suas actividades diárias normais, e como vai ficar a sua aparência, durante e após o tratamento. O médico é a pessoa indicada para lhe dar toda a informação relacionada com a escolha dos tratamentos, possíveis efeitos secundários e resultados esperados com o tratamento. Cada mulher deverá desenvolver, com o seu médico, um plano de tratamento que seja compatível, dentro do possível, com as suas necessidades, valores pessoais e estilo de vida.
Antes de iniciar o tratamento, pode querer colocar algumas questões ao médico:
- Quais as opções possíveis de tratamento? O que recomenda para o meu caso específico? Porquê?
- Quais os benefícios esperados com cada tipo de tratamento?
- Quais os riscos e possíveis efeitos secundários de cada tratamento?
- Quanto irá custar o tratamento? Este tratamento estará coberto pela minha apólice de seguro?
- Em que medida irá o tratamento afectar as minhas actividades normais?
- No meu caso específico, seria adequada a participação num ensaio clínico?
Luxo para a pele
Artigo da revista "Notícias Magazine" N.º1011 (9 de Outubro de 2011) que é parte integrante dos jornais "Jornal de Notícias" e "Diário de Notícias".
O diabo veste as píton de prada
Artigo da Revista "Única" N.º2032 do dia 08 de Outubro de 2011. (Parte integrante do Jornal Expresso)
O pêlo: conhecer para atuar
http://mulher.sapo.pt/moda-beleza/corpo-estetica/o-pelo-conhecer-para-atuar-1189811.html
O pêlo: conhecer para atuar
É fundamental conhecer a fisiologia do pêlo para, posteriormente, optar pela técnica de epilação mais adequada ao seu caso.
O pêlo é um dos anexos da pele, distribuído em praticamente toda a superfície do corpo com exceção da palma das mãos, plantas dos pés e mucosas.
Os pêlos são delgadas estruturas mortas de substâncias queratinizadas (córnea), de forma cilíndrica, derivada de um anexo da epiderme, o folículo piloso. A queratina é uma substância que fornece proteção a toda superfície do corpo.
O pêlo compreende três partes principais:
1. Haste ou Talo
A parte livre é a Haste ou Talo; é a porção que sai sobre a pele, formada de células queratinizadas; é constituída de células mortas, queratinizadas. A haste é formada por 3 camadas, todas queratinizadas:
a) Epidérmica ou Cutícula: células córneas, transparentes, não pigmentadas, de disposição semelhante às escamas de peixe. É um aglomerado de células sobrepostas, tais como telhas sobre o telhado. A cutícula é composta de queratina, a mesma substância que forma a camada superior da pele. A cutícula não permite que substâncias químicas nocivas penetrem no núcleo do cabelo e protege-o da excessiva evaporação de água. As escamas compõem-se de 3 partes:Endocutícula: região interior, resistente; Exocutícula: região média, frágil; Epicutícula: fina membrana que envolve as escamas
b) Córtex: Células mortas, alongadas e fusiformes. É a área onde está localizada a melanina, que determina o tipo e a cor de cabelo e representa 90% de volume do cabelo.
c) Medula: É constituída pelo empilhamento de células mortas, às vezes separadas por bolhas de ar. Região facilmente penetrável pelos corantes.
2. Raiz
A parte profunda, localizada abaixo da pele, implantada no folículo chamada raiz, constituída de células vivas, divide-se em duas partes: a parte terminal, base mais dilatada (alargada), é o bulbo, a base desenvolvida da raiz, escavado no centro por onde penetra um botão conjuntivo solto chamado papila dermal.
O Bulbo é a extremidade profunda da raiz. É constituída de uma cavidade oca onde se localiza a papila ricamente vascularizada e provida de fibras nervosas. A papila contém provisões de sangue e outros elementos essenciais para o crescimento do pêlo. A papila não faz parte do folículo, é um órgão separado que serve ao folículo. A raiz está localizada na invaginação epidérmica, a parte superficial do folículo apresenta-se em forma de funil, chamada funil folicular, que se abre na parte pêlo óstium folicular. O folículo piloso é uma invaginação da epiderme.
3. Região inferior do folículo
Cuja extremidade profunda é constituída de uma cavidade onde está inserida a papila, que contém um sistema vascular e nervoso. Derivado de anexo peculiar da epiderme (folículo piloso), o pêlo é uma estrutura córnea cilíndrica. A base do folículo piloso possui uma pequena proteção dérmica chamada papila. Logo acima da papila está uma camada de células epidérmicas chamada matriz.
As células da matriz dividem-se e movimentam- se em direção à superfície, dentro do folículo. Essas células vão transformando-se gradualmente em fibras pilosas. O folículo piloso recebe uma secreção denominada sebo, oriunda da glândula sebácea. Esta secreção lubrifica o pêlo. A papila e o folículo possuem uma rede de vasos sanguíneos e fibras nervosas. O folículo possui uma cutícula, uma camada epitelial interna e externa. O músculo Pilo-eretor fica na porção superior permanente do folículo.
Tipos de pêlo
Os pêlos começam a desenvolver-se durante o início do período fetal, mas só se tornam claramente visíveis mais ou menos na vigésima semana. São primeiro visíveis nas sobrancelhas, lábios superiores e queixo.
Esses pêlos delgados denominados Lanugem são substituídos durante o período perinatal por outros mais densos chamados velos (do lati vellum - lã grossa), que persistem na maior parte do corpo, exceto nas regiões axilar e pubiana, onde são substituídos na puberdade por pêlos terminais mais espessos.
Nos indivíduos do sexo masculino também aparecem pêlos terminais similares na face e tórax. Resumindo: os pêlos classificam-se em dois tipos básicos:
1. Lânugo Vellus
Também são chamados de primários ou fetais. O velo é o pêlo fino, suave, macio e rebaixado, encontrado na face, nariz, fronte, orelhas e cobre quase todo o corpo; normalmente falta pigmentação e cresce superficialmente desde uma glândula sebácea. Se esta glândula sebácea for estimulada pêlo sistema glandular ou qualquer irritação tópica poderia desenvolver um folículo que produziria um pêlo terminal. O suprimento de sangue à papila determina a vitalidade do crescimento do pêlo e do seu folículo.
Na sua primeira etapa de mudança o lanugo é chamado de lanugo acelerado. Quando já começa a ter pigmentação e a desenvolver o seu folículo, o bulbo começa a formar-se e a estimulação contínua converte-se num pêlo terminal superficial e, neste ponto, começará a absorver provisões de sangue na derme. A lanugem acelerada cresce mais lentamente, levando dois ou três meses antes de reaparecer, depois de cortada ou depilada, fica inativa por seis a oito meses antes de cair.
2. Pêlo terminal
Também chamados de terciários, são pêlos grossos com raízes profundas, fortes, possuem pigmentação ou cor e são os que crescem no couro cabeludo, barba, axilas, região púbica e outras partes do corpo. Curtos e pouco flexíveis como os cílios e superficiais, possuem uma raiz e bulbo bem desenvolvidos e nascem de um folículo subcutâneo. O pêlo terminal possui três extratos concêntricos:
- Cutícula: película que reveste o pêlo, serve de proteção contra a penetração de agentes químicos no interior do pêlo e mantém a resistência do mesmo. É composta por uma capa de células escamosas, que se sobrepõem como as escamas de um peixe, direcionadas para a ponta. Não contém pigmento e dá elasticidade ao pêlo. As suas escamas entrelaçam-se com a capa interior no fundo do folículo.
- Córtex: constitui a massa do pêlo provida de forte membrana e consiste em células alongadas húmidas e apertadas umas contra as outras, formada de grãos de melanina que vão dar cor o pêlo, parte sólida e resistente. A pigmentação do pêlo processa-se graças à presença de melanócitos que se dispõem entre a papila e o epitélio da raiz do pêlo e fornecem a melanina. A melanina e os grandes espaços aéreos intra e intercelulares, situados no córtex determinam em grande parte o brilho e as tonalidades das cores do cabelo por influencia da reflexão da luz.
- Medula: camada profunda, constitui o centro do pêlo e é composta por largas células soltas queratinizadas. A medula pode ser contínua e descontínua, variando dentro do mesmo pêlo. A queratina pilosa é uma proteína fibrosa insolúvel. A cor, tamanho e disposição dos pêlos variam de acordo com a raça e região do corpo.
Estão presentes em praticamente toda a superfície do mesmo, com exceção de algumas regiões bem delimitadas. São estruturas que crescem descontinuamente intercalando fases de repouso com fases de crescimento. A duração das fases é variável de região para região. No couro cabeludo humano, por exemplo, a fase de crescimento é muito longa, durando vários anos enquanto que a fase de repouso é da ordem de três meses.
Fatores que intervêm no ciclo piloso
- Fatores genéticos - étnicos e familiares
- Desenvolvimento fetal - a hipotrofia fetal pode levar a redução dos bulbos e uma excessiva fissura dos cabelos
- Fatores nutricionais - carência de aminoácidos, metais (cálcio, ferro, zinco e cobre, vitaminas: B5, B6, H, PP, A, E e C
- Fatores hormonais - a sensibilidade às hormonas andrógenas estão geneticamente programadas. Os andrógenos associam-se a determinadas enzimas e ocorre o surgimento da Dihidrotestosterona, que age sobre o folículo piloso: provocando a inibição do crescimento do cabelo e aumentando o tamanho e a secreção da glândula sebácea.
- Outros fatores - psicológicos, medicamentosos, patológicos, fisiológicos, químicos e físicos
Alterações que os pêlos podem sofrer:
- Hirsutismo
Caracteriza-se pêlo aumento na quantidade de pêlos e das suas características, conferindo, em geral à mulher, uma caracterização sexual, que não a sua. As causas mais comuns:
a) Ovarianas: síndrome de ovários policísticos; tumores ovarianos isolados
b) Suprarrenais: hiperplasia suprarrenal congénita; doença de Cushing; Prolactinoma
c) Terapia androgenética
d) Hirsutismo idiopático, ou seja, sem causa aparente
e) Stresse
f) Obesidade
g)Hipertricose
É toda a alteração do pêlo, não relacionada à causa hormonal, sendo quase sempre associada a alterações cutâneas como nervos (que são alterações para mais ou menos de estruturas da pele), cistos dermoides, etc.
- Alopecia
É quando diminui a quantidade de pêlos, podendo ser genética ou adquirida por problemas na gestação, recuperação cirúrgica, medicamentosa, etc.
Fases do pêlo
O ciclo de crescimento do pêlo é um processo que ocorre em três fases:
1. Fase Anágena
Quando as células germinativas se multiplicam intensamente produzindo o talo, o que se manifesta pêlo crescimento constante do cabelo: 1 a 1,5 cm ao mês. Esta fase dura em média 3 anos e corresponde a 84% dos fios.
2. Fase Catágena
Fase de regressão, em que se interrompe a atividade das células matrizes: a mitose detém-se, o fio prende-se da papila e o bulbo queratiniza-se. Esta etapa dura em média 15 a 20 dias e corresponde a 1% dos fios.
3. Fase Telógena
O bulbo continua a sua ascensão até à superfície, pressionada por outro pêlo, logo abaixo, em fase anágena. Esta fase dura entre 60 a 90 dias e corresponde a 15% dos fios. Os cabelos estão geneticamente programados para realizarem, durante a vida, 24 a 25 ciclos de 3 ou 4 anos.
Texto: Estela Cardoso, Esteticista, Cosmetologista, Diretora do Centro de Formação Avançado da Advice
Ilustrações: Gentilmente cedidas pela autora
O pêlo: conhecer para atuar
É fundamental conhecer a fisiologia do pêlo para, posteriormente, optar pela técnica de epilação mais adequada ao seu caso.
O pêlo é um dos anexos da pele, distribuído em praticamente toda a superfície do corpo com exceção da palma das mãos, plantas dos pés e mucosas.
Os pêlos são delgadas estruturas mortas de substâncias queratinizadas (córnea), de forma cilíndrica, derivada de um anexo da epiderme, o folículo piloso. A queratina é uma substância que fornece proteção a toda superfície do corpo.
O pêlo compreende três partes principais:
1. Haste ou Talo
A parte livre é a Haste ou Talo; é a porção que sai sobre a pele, formada de células queratinizadas; é constituída de células mortas, queratinizadas. A haste é formada por 3 camadas, todas queratinizadas:
a) Epidérmica ou Cutícula: células córneas, transparentes, não pigmentadas, de disposição semelhante às escamas de peixe. É um aglomerado de células sobrepostas, tais como telhas sobre o telhado. A cutícula é composta de queratina, a mesma substância que forma a camada superior da pele. A cutícula não permite que substâncias químicas nocivas penetrem no núcleo do cabelo e protege-o da excessiva evaporação de água. As escamas compõem-se de 3 partes:Endocutícula: região interior, resistente; Exocutícula: região média, frágil; Epicutícula: fina membrana que envolve as escamas
b) Córtex: Células mortas, alongadas e fusiformes. É a área onde está localizada a melanina, que determina o tipo e a cor de cabelo e representa 90% de volume do cabelo.
c) Medula: É constituída pelo empilhamento de células mortas, às vezes separadas por bolhas de ar. Região facilmente penetrável pelos corantes.
2. Raiz
A parte profunda, localizada abaixo da pele, implantada no folículo chamada raiz, constituída de células vivas, divide-se em duas partes: a parte terminal, base mais dilatada (alargada), é o bulbo, a base desenvolvida da raiz, escavado no centro por onde penetra um botão conjuntivo solto chamado papila dermal.
O Bulbo é a extremidade profunda da raiz. É constituída de uma cavidade oca onde se localiza a papila ricamente vascularizada e provida de fibras nervosas. A papila contém provisões de sangue e outros elementos essenciais para o crescimento do pêlo. A papila não faz parte do folículo, é um órgão separado que serve ao folículo. A raiz está localizada na invaginação epidérmica, a parte superficial do folículo apresenta-se em forma de funil, chamada funil folicular, que se abre na parte pêlo óstium folicular. O folículo piloso é uma invaginação da epiderme.
3. Região inferior do folículo
Cuja extremidade profunda é constituída de uma cavidade onde está inserida a papila, que contém um sistema vascular e nervoso. Derivado de anexo peculiar da epiderme (folículo piloso), o pêlo é uma estrutura córnea cilíndrica. A base do folículo piloso possui uma pequena proteção dérmica chamada papila. Logo acima da papila está uma camada de células epidérmicas chamada matriz.
As células da matriz dividem-se e movimentam- se em direção à superfície, dentro do folículo. Essas células vão transformando-se gradualmente em fibras pilosas. O folículo piloso recebe uma secreção denominada sebo, oriunda da glândula sebácea. Esta secreção lubrifica o pêlo. A papila e o folículo possuem uma rede de vasos sanguíneos e fibras nervosas. O folículo possui uma cutícula, uma camada epitelial interna e externa. O músculo Pilo-eretor fica na porção superior permanente do folículo.
Tipos de pêlo
Os pêlos começam a desenvolver-se durante o início do período fetal, mas só se tornam claramente visíveis mais ou menos na vigésima semana. São primeiro visíveis nas sobrancelhas, lábios superiores e queixo.
Esses pêlos delgados denominados Lanugem são substituídos durante o período perinatal por outros mais densos chamados velos (do lati vellum - lã grossa), que persistem na maior parte do corpo, exceto nas regiões axilar e pubiana, onde são substituídos na puberdade por pêlos terminais mais espessos.
Nos indivíduos do sexo masculino também aparecem pêlos terminais similares na face e tórax. Resumindo: os pêlos classificam-se em dois tipos básicos:
1. Lânugo Vellus
Também são chamados de primários ou fetais. O velo é o pêlo fino, suave, macio e rebaixado, encontrado na face, nariz, fronte, orelhas e cobre quase todo o corpo; normalmente falta pigmentação e cresce superficialmente desde uma glândula sebácea. Se esta glândula sebácea for estimulada pêlo sistema glandular ou qualquer irritação tópica poderia desenvolver um folículo que produziria um pêlo terminal. O suprimento de sangue à papila determina a vitalidade do crescimento do pêlo e do seu folículo.
Na sua primeira etapa de mudança o lanugo é chamado de lanugo acelerado. Quando já começa a ter pigmentação e a desenvolver o seu folículo, o bulbo começa a formar-se e a estimulação contínua converte-se num pêlo terminal superficial e, neste ponto, começará a absorver provisões de sangue na derme. A lanugem acelerada cresce mais lentamente, levando dois ou três meses antes de reaparecer, depois de cortada ou depilada, fica inativa por seis a oito meses antes de cair.
2. Pêlo terminal
Também chamados de terciários, são pêlos grossos com raízes profundas, fortes, possuem pigmentação ou cor e são os que crescem no couro cabeludo, barba, axilas, região púbica e outras partes do corpo. Curtos e pouco flexíveis como os cílios e superficiais, possuem uma raiz e bulbo bem desenvolvidos e nascem de um folículo subcutâneo. O pêlo terminal possui três extratos concêntricos:
- Cutícula: película que reveste o pêlo, serve de proteção contra a penetração de agentes químicos no interior do pêlo e mantém a resistência do mesmo. É composta por uma capa de células escamosas, que se sobrepõem como as escamas de um peixe, direcionadas para a ponta. Não contém pigmento e dá elasticidade ao pêlo. As suas escamas entrelaçam-se com a capa interior no fundo do folículo.
- Córtex: constitui a massa do pêlo provida de forte membrana e consiste em células alongadas húmidas e apertadas umas contra as outras, formada de grãos de melanina que vão dar cor o pêlo, parte sólida e resistente. A pigmentação do pêlo processa-se graças à presença de melanócitos que se dispõem entre a papila e o epitélio da raiz do pêlo e fornecem a melanina. A melanina e os grandes espaços aéreos intra e intercelulares, situados no córtex determinam em grande parte o brilho e as tonalidades das cores do cabelo por influencia da reflexão da luz.
- Medula: camada profunda, constitui o centro do pêlo e é composta por largas células soltas queratinizadas. A medula pode ser contínua e descontínua, variando dentro do mesmo pêlo. A queratina pilosa é uma proteína fibrosa insolúvel. A cor, tamanho e disposição dos pêlos variam de acordo com a raça e região do corpo.
Estão presentes em praticamente toda a superfície do mesmo, com exceção de algumas regiões bem delimitadas. São estruturas que crescem descontinuamente intercalando fases de repouso com fases de crescimento. A duração das fases é variável de região para região. No couro cabeludo humano, por exemplo, a fase de crescimento é muito longa, durando vários anos enquanto que a fase de repouso é da ordem de três meses.
Fatores que intervêm no ciclo piloso
- Fatores genéticos - étnicos e familiares
- Desenvolvimento fetal - a hipotrofia fetal pode levar a redução dos bulbos e uma excessiva fissura dos cabelos
- Fatores nutricionais - carência de aminoácidos, metais (cálcio, ferro, zinco e cobre, vitaminas: B5, B6, H, PP, A, E e C
- Fatores hormonais - a sensibilidade às hormonas andrógenas estão geneticamente programadas. Os andrógenos associam-se a determinadas enzimas e ocorre o surgimento da Dihidrotestosterona, que age sobre o folículo piloso: provocando a inibição do crescimento do cabelo e aumentando o tamanho e a secreção da glândula sebácea.
- Outros fatores - psicológicos, medicamentosos, patológicos, fisiológicos, químicos e físicos
Alterações que os pêlos podem sofrer:
- Hirsutismo
Caracteriza-se pêlo aumento na quantidade de pêlos e das suas características, conferindo, em geral à mulher, uma caracterização sexual, que não a sua. As causas mais comuns:
a) Ovarianas: síndrome de ovários policísticos; tumores ovarianos isolados
b) Suprarrenais: hiperplasia suprarrenal congénita; doença de Cushing; Prolactinoma
c) Terapia androgenética
d) Hirsutismo idiopático, ou seja, sem causa aparente
e) Stresse
f) Obesidade
g)Hipertricose
É toda a alteração do pêlo, não relacionada à causa hormonal, sendo quase sempre associada a alterações cutâneas como nervos (que são alterações para mais ou menos de estruturas da pele), cistos dermoides, etc.
- Alopecia
É quando diminui a quantidade de pêlos, podendo ser genética ou adquirida por problemas na gestação, recuperação cirúrgica, medicamentosa, etc.
Fases do pêlo
O ciclo de crescimento do pêlo é um processo que ocorre em três fases:
1. Fase Anágena
Quando as células germinativas se multiplicam intensamente produzindo o talo, o que se manifesta pêlo crescimento constante do cabelo: 1 a 1,5 cm ao mês. Esta fase dura em média 3 anos e corresponde a 84% dos fios.
2. Fase Catágena
Fase de regressão, em que se interrompe a atividade das células matrizes: a mitose detém-se, o fio prende-se da papila e o bulbo queratiniza-se. Esta etapa dura em média 15 a 20 dias e corresponde a 1% dos fios.
3. Fase Telógena
O bulbo continua a sua ascensão até à superfície, pressionada por outro pêlo, logo abaixo, em fase anágena. Esta fase dura entre 60 a 90 dias e corresponde a 15% dos fios. Os cabelos estão geneticamente programados para realizarem, durante a vida, 24 a 25 ciclos de 3 ou 4 anos.
Texto: Estela Cardoso, Esteticista, Cosmetologista, Diretora do Centro de Formação Avançado da Advice
Ilustrações: Gentilmente cedidas pela autora
Unhas de gel, solução eficaz
http://mulher.sapo.pt/moda-beleza/corpo-estetica/unhas-de-gel-solucao-eficaz-1191638.html
Unhas de gel, solução eficaz
Consiga umas unhas bonitas. Saiba porque o gel uv é tão apreciado na Europa
Acrílico, gel,resina, fibra, silicone? Qualquer técnica de unhas profissional o dirá: não há melhor técnica do que outra, tudo está na aptidão e na qualidade do trabalho da profissional!
Relativamente aos produtos, é fundamental saber que todos, independentemente do seu nome comercial ou da sua apresentação (líquido, pó, gel, etc.), fazem parte da mesma e única família dos acrílicos.
A diferenciação dos produtos realiza-se, fundamentalmente, no seu aspeto físico-químico, nos ingredientes que entram nas suas formulações, logo na sua forma de manuseamento para criar unhas esculpidas.
Independentemente da técnica aplicada para desenvolver esta arte, o conhecimento aprofundado da química destes produtos é essencial ao profissionalismo da profissional, não só por questões relacionadas com a aplicação sobre as unhas, como também em questões associadas à higiene e segurança.
Todas as famílias de produtos têm as suas vantagens e inconvenientes, contudo, podemos observar e salientar alguns factos que caracterizam a evolução do mercado ao nível internacional. Tradicionalmente, a Europa é o maior utilizador de produtos Gel UV, ao contrário dos Estados Unidos da América (EUA), onde o acrílico (chamado porcelana na Europa) predomina.
Nos anos 90, uma revolução tranquila conduziu ao aparecimento de forma sistemática do Gel UV nos EUA, até a maior marca internacional que defendia com unhas e dentes o acrílico agora também oferece este produto.
Deste facto, podemos ponderar uma primeira hipótese: o Gel UV é o produto que mais corresponde à procura por parte da técnica de unhas ou do utilizador final. Ou seja, além das suas vantagens, o sucesso do Gel UV poderá eventualmente estar associado a uma questão de mercado propriamente dito.
Vantagens do Gel UV
- Inodoro.
- Formulação prática de utilizar (líquido viscoso).
- Particularmente saudável (composição química inofensiva).
- Flexível e duradouro.
- Proporciona um aspeto muito natural.
- Permite mudanças de aspetos (geometria, cores, etc.) muito rápidos.
- Hipoalergénico.
Cuidados com as mãos
O conhecimento aprofundado da histologia e da anatomia da unha natural, da sua arquitetura e da sua composição, dá, cada vez mais, origem a produtos de elevada qualidade para a arte de unhas esculpidas.
O gel UV contribui para o crescimento e proteção da unha natural de forma saudável. Uma maneira prática de proteger a unha natural é a aplicação de uma camada de gel UV, porque não interfere com o seu crescimento livre.
O gel constitui igualmente uma base para a aplicação de vernizes, evitando a constante desidratação da unha a cada limpeza e remoção com solventes orgânicos, compostos por alguns componentes quimicamente agressivos.
Em paralelo, notamos um desenvolvimento crescente de produtos para os cuidados da pele especificamente concebidos para as mãos e os pés, mas que procuram também combater os efeitos do stress, a fadiga e as carências energéticas.
Embora a arte das unhas esculpidas não tenha uma associação direta e linear com o exercício da manicura ou pedicura, é verdade que estas profissões fazem parte do mesmo universo.
Noutro prisma, a constante procura de tratamentos relaxantes que possam combater não só as agressões diárias sofridas pelas mãos e pelos pés, mas também o envelhecimento da pele e o efeito nefasto do stress, conduziram ao desenvolvimento de produtos de uma nova geração que procuram oferecer um universo mais alargado de benefícios para a pele e a mente, associado ao universo dos Spas.
Praticamente todas as marcas de cosmética desenvolveram protocolos de aplicação de produtos com rituais únicos que cuidam da pele das mãos e dos pés e que devem ser associados ao trabalho da manicura/ pedicura ou ao profissinal de Nail Art, para um resultado global perfeito.
Um cliente exigente não ficará satisfeito com umas unhas trabalhadas artisticamente numa pele desidratada e manchada. É necessário propor soluções globais recorrendo a cosméticos que, para além de terem uma ação no rejuvenescimento da pele, com base na atuação de elementos como os óleos essenciais, vitaminas, antioxidantes, etc. também atuam na mente do utilizador através das fragrâncias e elementos de relaxação e efeito de frescura que entrem na sua composição.
Podemos ponderar que nos próximos anos, do ponto de vista do tratamento global da saúde das mãos e pés, o papel da técnica de unhas e manicura/ pedicura será reforçado através do universo de propostas de serviços que estes poderão oferecer.
Progressivamente, a oferta de serviços associados às unhas está em expansão, com destaque para os produtos que podem ser utilizados em casa, entre as visitas à manicura ou técnica de unhas, facultando um aumento substancial do interesse do público para os cuidados e precauções essenciais à saúde dos pés, mãos e unhas, que são o cartão de visita de cada um.
Agradecimentos: Creative Nail Academy
Unhas de gel, solução eficaz
Consiga umas unhas bonitas. Saiba porque o gel uv é tão apreciado na Europa
Acrílico, gel,resina, fibra, silicone? Qualquer técnica de unhas profissional o dirá: não há melhor técnica do que outra, tudo está na aptidão e na qualidade do trabalho da profissional!
Relativamente aos produtos, é fundamental saber que todos, independentemente do seu nome comercial ou da sua apresentação (líquido, pó, gel, etc.), fazem parte da mesma e única família dos acrílicos.
A diferenciação dos produtos realiza-se, fundamentalmente, no seu aspeto físico-químico, nos ingredientes que entram nas suas formulações, logo na sua forma de manuseamento para criar unhas esculpidas.
Independentemente da técnica aplicada para desenvolver esta arte, o conhecimento aprofundado da química destes produtos é essencial ao profissionalismo da profissional, não só por questões relacionadas com a aplicação sobre as unhas, como também em questões associadas à higiene e segurança.
Todas as famílias de produtos têm as suas vantagens e inconvenientes, contudo, podemos observar e salientar alguns factos que caracterizam a evolução do mercado ao nível internacional. Tradicionalmente, a Europa é o maior utilizador de produtos Gel UV, ao contrário dos Estados Unidos da América (EUA), onde o acrílico (chamado porcelana na Europa) predomina.
Nos anos 90, uma revolução tranquila conduziu ao aparecimento de forma sistemática do Gel UV nos EUA, até a maior marca internacional que defendia com unhas e dentes o acrílico agora também oferece este produto.
Deste facto, podemos ponderar uma primeira hipótese: o Gel UV é o produto que mais corresponde à procura por parte da técnica de unhas ou do utilizador final. Ou seja, além das suas vantagens, o sucesso do Gel UV poderá eventualmente estar associado a uma questão de mercado propriamente dito.
Vantagens do Gel UV
- Inodoro.
- Formulação prática de utilizar (líquido viscoso).
- Particularmente saudável (composição química inofensiva).
- Flexível e duradouro.
- Proporciona um aspeto muito natural.
- Permite mudanças de aspetos (geometria, cores, etc.) muito rápidos.
- Hipoalergénico.
Cuidados com as mãos
O conhecimento aprofundado da histologia e da anatomia da unha natural, da sua arquitetura e da sua composição, dá, cada vez mais, origem a produtos de elevada qualidade para a arte de unhas esculpidas.
O gel UV contribui para o crescimento e proteção da unha natural de forma saudável. Uma maneira prática de proteger a unha natural é a aplicação de uma camada de gel UV, porque não interfere com o seu crescimento livre.
O gel constitui igualmente uma base para a aplicação de vernizes, evitando a constante desidratação da unha a cada limpeza e remoção com solventes orgânicos, compostos por alguns componentes quimicamente agressivos.
Em paralelo, notamos um desenvolvimento crescente de produtos para os cuidados da pele especificamente concebidos para as mãos e os pés, mas que procuram também combater os efeitos do stress, a fadiga e as carências energéticas.
Embora a arte das unhas esculpidas não tenha uma associação direta e linear com o exercício da manicura ou pedicura, é verdade que estas profissões fazem parte do mesmo universo.
Noutro prisma, a constante procura de tratamentos relaxantes que possam combater não só as agressões diárias sofridas pelas mãos e pelos pés, mas também o envelhecimento da pele e o efeito nefasto do stress, conduziram ao desenvolvimento de produtos de uma nova geração que procuram oferecer um universo mais alargado de benefícios para a pele e a mente, associado ao universo dos Spas.
Praticamente todas as marcas de cosmética desenvolveram protocolos de aplicação de produtos com rituais únicos que cuidam da pele das mãos e dos pés e que devem ser associados ao trabalho da manicura/ pedicura ou ao profissinal de Nail Art, para um resultado global perfeito.
Um cliente exigente não ficará satisfeito com umas unhas trabalhadas artisticamente numa pele desidratada e manchada. É necessário propor soluções globais recorrendo a cosméticos que, para além de terem uma ação no rejuvenescimento da pele, com base na atuação de elementos como os óleos essenciais, vitaminas, antioxidantes, etc. também atuam na mente do utilizador através das fragrâncias e elementos de relaxação e efeito de frescura que entrem na sua composição.
Podemos ponderar que nos próximos anos, do ponto de vista do tratamento global da saúde das mãos e pés, o papel da técnica de unhas e manicura/ pedicura será reforçado através do universo de propostas de serviços que estes poderão oferecer.
Progressivamente, a oferta de serviços associados às unhas está em expansão, com destaque para os produtos que podem ser utilizados em casa, entre as visitas à manicura ou técnica de unhas, facultando um aumento substancial do interesse do público para os cuidados e precauções essenciais à saúde dos pés, mãos e unhas, que são o cartão de visita de cada um.
Agradecimentos: Creative Nail Academy
Os Doutores falam de vários temas
http://sic.sapo.pt/778859
Temas:
Como afastar os mosquitos
Roupa antimosquito
Como combater a insónia
Combater a osteoporose
Sabe para que serve? (objectos médicos)
Sabe para que serve este instrumento?
Osteoporose e alimentação
Acne nos adultos
Riscos de tomar comprimidos diariamente
Temas:
Como afastar os mosquitos
Roupa antimosquito
Como combater a insónia
Combater a osteoporose
Sabe para que serve? (objectos médicos)
Sabe para que serve este instrumento?
Osteoporose e alimentação
Acne nos adultos
Riscos de tomar comprimidos diariamente
Subscrever:
Mensagens (Atom)








